Cirurgia de hérnia inguinal

A hérnia inguinal, conhecida também como hérnia na virilha, é o deslocamento de uma parte do intestino ou de tecido gorduroso pré-peritoneal através de um orifício na parede abdominal, que ocorre quando o indivíduo é submetido a pressões abdominais elevadas ao longo dos anos – dificuldade de urinar na doença da próstata, constipação, tosse crônica, ascite ou água na barriga (fatores desencadeantes).

No entanto, nem todo mundo que apresenta esses sintomas prévios desenvolvem hérnias, sendo necessária a presença de fatores predisponentes para o desenvolvimento das hérnias (defeitos na composição do colágeno, falhas anatômicas no desenvolvimento fetal, etc). Essas hérnias são muito mais prevalentes nos homens do que nas mulheres. O tratamento para esse tipo de hérnia, a menos que exista alguma contraindicação, geralmente é cirúrgico, pelo risco de ocorrer o encarceramento do intestino na hérnia (quando o intestino fica aprisionado na hérnia causando dor intensa, náuseas, vômitos e abaulamento da hérnia).

A cirurgia pode ser realizada de três formas: por meio convencional (incisão ou corte), por videolaparoscopia ou pela técnica robótica.

A hérnia inguinal, conhecida também como hérnia na virilha, é o deslocamento de uma parte do intestino ou de tecido gorduroso pré-peritoneal através de um orifício na parede abdominal, que ocorre quando o indivíduo é submetido a pressões abdominais elevadas ao longo dos anos – dificuldade de urinar na doença da próstata, constipação, tosse crônica, ascite ou água na barriga (fatores desencadeantes).

No entanto, nem todo mundo que apresenta esses sintomas prévios desenvolvem hérnias, sendo necessária a presença de fatores predisponentes para o desenvolvimento das hérnias (defeitos na composição do colágeno, falhas anatômicas no desenvolvimento fetal, etc). Essas hérnias são muito mais prevalentes nos homens do que nas mulheres. O tratamento para esse tipo de hérnia, a menos que exista alguma contraindicação, geralmente é cirúrgico, pelo risco de ocorrer o encarceramento do intestino na hérnia (quando o intestino fica aprisionado na hérnia causando dor intensa, náuseas, vômitos e abaulamento da hérnia).

A cirurgia pode ser realizada de três formas: por meio convencional (incisão ou corte), por videolaparoscopia ou pela técnica robótica.

Pré-operatório

Alguns pacientes não precisam de exames complementares, mas sim de uma anamnese, ou seja, uma conversa sobre tudo o que o problema envolve, e um exame físico feito pelo médico cirurgião.

Porém, algumas vezes, será necessária uma avaliação mais precisa, com exames laboratoriais ou de imagem. Isso dependerá de fatores como idade, peso, histórico familiar e o tipo de cirurgia recomendada pelo médico.

Como funciona?

Técnica convencional

A técnica convencional consiste na realização de uma incisão na região inguinal (uni ou bilateral), e através dela é possível ter uma visualização direta dos músculos, das aponeuroses (fixação muscular) e das fraquezas dessas estruturas (hérnias). A anestesia aplicada é peridural ou geral, dependendo da indicação da equipe de anestesiologistas.

Técnica laparoscópica

O tratamento cirúrgico feito por videolaparoscopia faz uso de anestesia geral. No início do procedimento, é injetado gás carbônico na cavidade abdominal para criar um espaço que permita a identificação da hérnia e o seu tratamento ou correção cirúrgica.

São feitas duas incisões de 5mm no abdome e uma incisão de 1,2 cm (no interior do umbigo), sendo introduzida uma câmera na parede abdominal através de finos tubinhos (trocateres), para visualizar por um monitor a região inguinal por dentro da cavidade abdominal. Com o auxílio de instrumentos especiais introduzidos pelos pequenos furinhos, a hérnia é corrigida pela aposição de uma tela entre a falha muscular e o peritônio (membrana que reveste internamente a cavidade abdominal).

Técnica robótica

A técnica robótica é muito semelhante à técnica videolaparoscópica, mas apresenta várias vantagens. Também é realizada por meio de pequenos furinhos no abdome.

As maiores diferenças são: a visão estereotáxica em 3D do robô, possibilita a visão em profundidade do cirurgião, permitindo maior acurácia não identificação e manipulação das estruturas anatômicas (nervos, vasos sanguíneos e componentes da hérnia); o robô possibilita maiores graus de movimento do que a mão humana, facilitando as manobras cirúrgicas; maior facilidade de confeccionar suturas dentro da cavidade abdominal; e por último, devido a maior ergonomia, o cirurgião é capaz de realizar procedimentos demorados, mantendo maior constância na acurácia dos seus movimentos.

Pós-operatório

Após a cirurgia de hérnia inguinal, a recuperação é rápida. A maioria dos pacientes fica no hospital de 12 a 24 horas, e pode retornar às suas atividades em 1 ou 2 semanas, desde que não levantem nenhum peso.

Não existem restrições de dieta, porém muitas vezes, nos primeiros dias após a cirurgia, podem surgir alguns incômodos, como vômitos e náuseas.

Esses sintomas costumam desaparecer em 1 ou 2 dias, mas se persistirem após este período, o médico deverá ser consultado.
As mínimas incisões utilizadas para a cirurgia são fechados com pontos. É importante que o indivíduo evite ficar muito tempo sentado ou deitado, e ele deve caminhar levemente várias vezes ao dia.

Pós-operatório

Após a cirurgia de hérnia inguinal, a recuperação é rápida. A maioria dos pacientes fica no hospital de 12 a 24 horas, e pode retornar às suas atividades em 1 ou 2 semanas, desde que não levantem nenhum peso.

Não existem restrições de dieta, porém muitas vezes, nos primeiros dias após a cirurgia, podem surgir alguns incômodos, como vômitos e náuseas.

Esses sintomas costumam desaparecer em 1 ou 2 dias, mas se persistirem após este período, o médico deverá ser consultado.
As mínimas incisões utilizadas para a cirurgia são fechados com pontos. É importante que o indivíduo evite ficar muito tempo sentado ou deitado, e ele deve caminhar levemente várias vezes ao dia.

DR. MARCELO LINHARES

CRM 112046

Sou Marcelo Linhares, graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, em 1989.

No ano de 1998, fiz mestrado em Medicina (Gastroenterologia Cirúrgica) pela Universidade Federal de São Paulo, com aperfeiçoamento em Cirurgia  Hepatobiliar, na Université Paris-Sud XI no Centre Hépato-Biliaire do Hôpital Paul Brousse, Paris-FRA, em 2000.

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