ADENOMA HEPÁTICO

O adenoma hepático é um tumor benigno que tem origem na célula hepática (hepatócito). Mesmo tendo características benignas, o adenoma apresenta grandes chances de hemorragia, ruptura ou degeneração em carcinoma hepatocelular, o que o tornará maligno, ou seja, ele pode se transformar em câncer de fígado.

Geralmente, o problema ocorre em mulheres entre os 20 e os 50 anos de idade, obesas ou durante a gravidez, ou ainda devido ao uso de medicamento anticoncepcional oral, que também pode ajudar a desenvolver o adenoma. A utilização indiscriminada de hormônios androgênicos, com a finalidade de fortalecer a massa muscular ou como uso estético, também é uma causa importante de adenomas em ambos os sexos. No homem, ele sempre é decorrente de uma mutação induzida por hormônio (mutação da beta-catenina) e tem maior risco de degeneração em câncer.

O adenoma hepático é um tumor benigno que tem origem na célula hepática (hepatócito). Mesmo tendo características benignas, o adenoma apresenta grandes chances de hemorragia, ruptura ou degeneração em carcinoma hepatocelular, o que o tornará maligno, ou seja, ele pode se transformar em câncer de fígado.

Geralmente, o problema ocorre em mulheres entre os 20 e os 50 anos de idade, obesas ou durante a gravidez, ou ainda devido ao uso de medicamento anticoncepcional oral, que também pode ajudar a desenvolver o adenoma. A utilização indiscriminada de hormônios androgênicos, com a finalidade de fortalecer a massa muscular ou como uso estético, também é uma causa importante de adenomas em ambos os sexos. No homem, ele sempre é decorrente de uma mutação induzida por hormônio (mutação da beta-catenina) e tem maior risco de degeneração em câncer.

Sintomas e
fatores de risco

Sintomas e fatores de risco

A maioria dos casos de adenoma hepático é assintomática, ou seja, o indivíduo não apresenta sintomas, e muitas vezes o problema é descoberto por ocasião da realização de exames de rotina, ou até mesmo durante cirurgias abdominais por outras indicações. Por isso, o adenoma faz parte de um grupo de tumores do fígado conhecidos como “incidentalomas”, dado que são descobertos incidentalmente.

Mas, pode acontecer de a lesão aumentar de tamanho rapidamente, e mesmo sendo raro, o adenoma poderá romper e sangrar, fazendo surgir alguns sinais como dores abdominais intensas e choque hemorrágico.

Como já dito anteriormente, um dos principais fatores de risco é o uso de anticoncepcionais ou esteróides androgênicos. O tumor pode surgir também por conta do diabetes, da obesidade e durante a gravidez ou reposição hormonal, quando o risco do crescimento e as complicações do adenoma são muito elevados.

Diagnóstico

O diagnóstico do adenoma hepatocelular, quase sempre, é obtido através de exames para identificar outras doenças, ou seja, quando o paciente é examinado por conta de algum outro problema, e acaba descobrindo o adenoma.

Neste caso, é importante consultar o cirurgião do fígado, e realizar exames mais específicos, como ultrassonografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

Adenoma Hepático
Adenoma Hepático Esteatótico Dr Marcelo Linhares

Adenoma Hepático Esteatótico – Ressonância Magnética em cortes Axiais: A: sequência ponderada em T1, gradiente de eco “In-Phase”, observando lesão isointensa em segmentos 4 e 8 (setas brancas); B: sequência ponderada em T1, gradiente de eco “Out-Phase” com supressão de gordura, mostrando queda do sinal devido a presença de gordura no interior do tumor – adenoma esteatótico (setas amarelas); C: sequência ponderada em T2, o tumor apresenta-se isointenso em relação ao parênquima normal do fígado; D: sequência ponderada em T1 na fase arterial, demonstrando a contrastação da lesão após injeção do contraste paramagnético (setas amarelas).

Adenoma Hepático Inflamatório – Ressonância Magnética: A: sequência em T1, sem contraste, observando uma volumosa lesão com hipersinal em segmento 4 (seta branca); B: sequência ponderada em T2 mostrando o “Sinal do Atol”, sugestivo de adenoma inflamatório, que se caracteriza por um halo de hipersinal em T2, circundando a lesão, que apresenta o centro aparentemente isointenso em relação ao parênquima normal do fígado; C: Sequência ponderada em T1, fase arterial, mostrando hiperrealce da lesão pelo contraste (seta branca vazada); D: Sequência ponderada em T1, fase portal, demostrando lesão isointensa em relação ao parênquima hepático (seta branca vazada); E: Sequência ponderada em T1 demonstrando a não contrastação da lesão após injeção do contraste hepatoespecífico (Primovist®) – seta branca vazada.

Como é feito o tratamento?

O principal meio de tratar a doença é através de acompanhamento médico para observar o tamanho do tumor, se está ou não aumentando de tamanho. Em casos onde o adenoma surge em uma mulher que utiliza anticoncepcional, o médico poderá aconselhá-la a interromper seu uso e indicará algum outro método contraceptivo.

Se de fato o tumor apresentar crescimento ao longo do tempo, ou se estiver com mais de 5 centímetros, o risco de romper ou o paciente desenvolver um câncer será maior. Neste caso, o médico indicará uma cirurgia para remoção da lesão, evitando futuras complicações.
A cirurgia então pode ser feita de três maneiras: simples (aberta), sendo feita com aplicação de anestesia geral, ou via laparoscópica e robótica, que são métodos menos invasivos e que deixam menos cicatrizes. Vale salientar que existem outros tumores do fígado que podem confundir o diagnóstico do adenoma, sendo fundamental a avaliação do especialista (cirurgião do fígado) para determinar o melhor tratamento para cada situação.

Como é feito
o tratamento?

O principal meio de tratar a doença é através de acompanhamento médico para observar o tamanho do tumor, se está ou não aumentando de tamanho. Em casos onde o adenoma surge em uma mulher que utiliza anticoncepcional, o médico poderá aconselhá-la a interromper seu uso e indicará algum outro método contraceptivo.

Se de fato o tumor apresentar crescimento ao longo do tempo, ou se estiver com mais de 5 centímetros, o risco de romper ou o paciente desenvolver um câncer será maior. Neste caso, o médico indicará uma cirurgia para remoção da lesão, evitando futuras complicações.
A cirurgia então pode ser feita de três maneiras: simples (aberta), sendo feita com aplicação de anestesia geral, ou via laparoscópica e robótica, que são métodos menos invasivos e que deixam menos cicatrizes. Vale salientar que existem outros tumores do fígado que podem confundir o diagnóstico do adenoma, sendo fundamental a avaliação do especialista (cirurgião do fígado) para determinar o melhor tratamento para cada situação.

DR. MARCELO LINHARES

CRM 112046

Sou Marcelo Linhares, graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, em 1989.

No ano de 1998, fiz mestrado em Medicina (Gastroenterologia Cirúrgica) pela Universidade Federal de São Paulo, com aperfeiçoamento em Cirurgia  Hepatobiliar, na Université Paris-Sud XI no Centre Hépato-Biliaire do Hôpital Paul Brousse, Paris-FRA, em 2000.

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