CÂNCER COLORRETAL

O câncer colorretal é um tumor maligno, que se desenvolve no intestino grosso, ou seja, no cólon ou na sua porção final, o reto. Sua origem ocorre a partir de um pólipo, uma pequena elevação na parede do cólon ou reto, e que ao longo dos anos, vai sofrendo alterações nas células, de modo progressivo.

Mas, o câncer pode se desenvolver à partir da mucosa não polipóide do cólon. Estes tumores têm maior prevalência em algumas famílias devido à presença de mutações, que podem passar essa predisposição genética para seus descendentes. As doenças inflamatórias crônicas do intestino também são fatores predisponentes para o câncer colorretal (doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa).
Esse é um tipo de câncer que atinge a população masculina e feminina de maneira semelhante, mas sua incidência em homens é maior, principalmente após os 50 anos de idade.

Geralmente, o problema ocorre em mulheres entre os 20 e os 50 anos de idade, obesas ou durante a gravidez, ou ainda devido ao uso de medicamento anticoncepcional oral, que também pode ajudar a desenvolver o adenoma. A utilização indiscriminada de hormônios androgênicos, com a finalidade de fortalecer a massa muscular ou como uso estético, também é uma causa importante de adenomas em ambos os sexos. No homem, ele sempre é decorrente de uma mutação induzida por hormônio (mutação da beta-catenina) e tem maior risco de degeneração em câncer.

O câncer colorretal é um tumor maligno, que se desenvolve no intestino grosso, ou seja, no cólon ou na sua porção final, o reto. Sua origem ocorre a partir de um pólipo, uma pequena elevação na parede do cólon ou reto, e que ao longo dos anos, vai sofrendo alterações nas células, de modo progressivo. Mas, o câncer pode se desenvolver à partir da mucosa não polipóide do cólon. Estes tumores têm maior prevalência em algumas famílias devido à presença de mutações, que podem passar essa predisposição genética para seus descendentes. As doenças inflamatórias crônicas do intestino também são fatores predisponentes para o câncer colorretal (doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa).
Esse é um tipo de câncer que atinge a população masculina e feminina de maneira semelhante, mas sua incidência em homens é maior, principalmente após os 50 anos de idade.

Geralmente, o problema ocorre em mulheres entre os 20 e os 50 anos de idade, obesas ou durante a gravidez, ou ainda devido ao uso de medicamento anticoncepcional oral, que também pode ajudar a desenvolver o adenoma. A utilização indiscriminada de hormônios androgênicos, com a finalidade de fortalecer a massa muscular ou como uso estético, também é uma causa importante de adenomas em ambos os sexos. No homem, ele sempre é decorrente de uma mutação induzida por hormônio (mutação da beta-catenina) e tem maior risco de degeneração em câncer.

Sintomas e fatores de risco

Em geral, o câncer colorretal é silencioso, furtivo, traiçoeiro, causando sintomas apenas quando já está em seu estágio mais avançado. Entre os principais sinais da doença, e que devem chamar a atenção do paciente para que ele consulte o médico especialista, estão:

  • Sangramento ao evacuar;
  • Anemia sem uma causa aparente (principalmente em pessoas com mais de 50 anos);
  • Alterações no hábito intestinal (pacientes que evacuavam regularmente passam a apresentar constipação ou diarreia, sem fator causal evidente);
  • Permanência da vontade de evacuar mesmo após a evacuação (tenesmo retal);
  • Fraqueza;
  • Desconforto abdominal;
  • Fezes pastosas e escuras;
  • Perda de peso inexplicável, sem dieta.

Outras doenças que não sejam esse tipo de câncer, também podem apresentar esses sintomas, por isso, é importante ficar atento.

Como já dito anteriormente, um dos principais fatores de risco é o uso de anticoncepcionais ou esteróides androgênicos. O tumor pode surgir também por conta do diabetes, da obesidade e durante a gravidez ou reposição hormonal, quando o risco do crescimento e as complicações do adenoma são muito elevados.

Sintomas e
fatores de risco

Em geral, o câncer colorretal é silencioso, furtivo, traiçoeiro, causando sintomas apenas quando já está em seu estágio mais avançado. Entre os principais sinais da doença, e que devem chamar a atenção do paciente para que ele consulte o médico especialista, estão:

  • Sangramento ao evacuar;
  • Anemia sem uma causa aparente (principalmente em pessoas com mais de 50 anos);
  • Alterações no hábito intestinal (pacientes que evacuavam regularmente passam a apresentar constipação ou diarreia, sem fator causal evidente);
  • Permanência da vontade de evacuar mesmo após a evacuação (tenesmo retal);
  • Fraqueza;
  • Desconforto abdominal;
  • Fezes pastosas e escuras;
  • Perda de peso inexplicável, sem dieta.

Outras doenças que não sejam esse tipo de câncer, também podem apresentar esses sintomas, por isso, é importante ficar atento.

Como já dito anteriormente, um dos principais fatores de risco é o uso de anticoncepcionais ou esteróides androgênicos. O tumor pode surgir também por conta do diabetes, da obesidade e durante a gravidez ou reposição hormonal, quando o risco do crescimento e as complicações do adenoma são muito elevados.

Como prevenir o câncer colorretal?

Uma das principais formas de prevenir o câncer colorretal é adotar uma dieta rica em fibras, frutas, verduras e vegetais (alimentos menos processados e in natura), além de evitar a carne vermelha, gorduras de origem animal e os alimentos embutidos. Também é importante praticar exercícios físicos, combater a obesidade e diminuir o uso de cigarros e bebidas alcóolicas.
Essas medidas, algumas vezes, podem não ser 100% eficazes, portanto, alguns exames deverão ser realizados rotineiramente. Os Consensos de Especialistas e as Sociedades Médicas recomendam a realização de colonoscopia (endoscopia do reto e dos cólons) após os 45 anos de idade, para todos os pacientes assintomáticos. Também, esse exame deve ser indicado em pacientes com parentes de primeiro e segundo graus diagnosticados com câncer de cólon, ou naqueles pacientes com os sintomas acima citados. A colonoscopia também tem caráter profilático, pois consegue visualizar toda a região dos cólons e, caso encontre algum pólipo, pode removê-lo, antes que se transforme em um tumor maligno.

Neste caso, é importante consultar o cirurgião do fígado, e realizar exames mais específicos, como ultrassonografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

Tratamento do câncer colorretal

Antes do início do tratamento e logo após o diagnóstico da origem e do tipo específico do tumor (feito por biópsia), será necessário um estadiamento detalhado do câncer, de modo a determinar com alta acurácia as possíveis disseminações do tumor. Esta etapa envolve a realização de exames de imagem de precisão (tomografia computadorizada de alta definição e ressonância magnética com quatro fases de última geração e uso do contraste gadolínio e/ou Hepato-específico – Primovist – para o aumento da acurácia na detecção de metástases para o fígado. Também, é recomendada a realização do PET-Scan ou PET-CT, que é um exame de medicina nuclear de corpo inteiro e que usa a glicose marcada FDG 18F, que é um radiofármaco o qual emite uma pequena radiação. Esta glicose marcada é administrada por via sistêmica e, posteriormente, o paciente é exposto a um detector altamente sensível de radiação. Em conjunto com uma tomografia computadorizada multislice, este exame fornece imagens precisas e altamente fidedignas na localização de metástases ocultas, baseadas no maior metabolismo (consumo da glicose marcada) dos tumores e das metástases em relação aos tecidos normais, que não apresentam captação anômala da glicose marcada.

Quando o tumor ainda não está em um estágio avançado, o tratamento é menos agressivo, ou seja, é baseado na retirada de pólipos e mesmo cânceres em estágios iniciais, por colonoscopia.

Em tumores maiores, existe a necessidade de cirurgia, que consiste na ressecção do segmento do cólon acometido pelo tumor primário, juntamente com os possíveis focos de disseminação (linfonodos e metástases à distância), sendo realizada a reconstrução ou anastomose das extremidades do cólon acometido (emenda cirúrgica). Este procedimento pode ser realizado por cirurgia aberta, por laparoscopia e/ou por cirurgia robótica, dependendo da indicação.

A maior parte dos procedimentos cirúrgicos para tratamento dos cânceres colorretais pode ser realizada por cirurgia minimamente invasiva (por meio de finos trocateres ou tubinhos inseridos no abdome). Para este fim, são utilizadas pinças cirúrgicas harmônicas, bipolares eletrônicas e grampeadores cirúrgicos lineares e circulares, que são inseridas nesses tubos e manipuladas externamente pelos cirurgiões, sob visão de uma câmera também inserida em um dos tubos e que transmite as imagens para um monitor de alta resolução externo. Com o emprego da técnica minimamente invasiva obtêm-se melhores resultados em termos de ressecção oncológica, associados a melhor recuperação funcional do paciente, retorno mais rápido às atividades habituais e com melhor efeito cosmético das cicatrizes.

O tratamento para o câncer colorretal envolve a utilização de uma equipe multidisciplinar e multimodal, empregando-se a quimioterapia, a imunoterapia, a radioterapia ou a cirurgia, dependendo do local, do tamanho, da extensão e da profundidade do comprometimento do cólon, ou caso exista disseminação para linfonodos ou órgãos distantes do intestino, como o fígado (metástases hepáticas). Quanto mais precoce for o diagnóstico, menor será a morbidade e o tempo que o paciente passará por tratamento. Portanto, com maiores chances de cura.

Tratamento do câncer colorretal

Antes do início do tratamento e logo após o diagnóstico da origem e do tipo específico do tumor (feito por biópsia), será necessário um estadiamento detalhado do câncer, de modo a determinar com alta acurácia as possíveis disseminações do tumor. Esta etapa envolve a realização de exames de imagem de precisão (tomografia computadorizada de alta definição e ressonância magnética com quatro fases de última geração e uso do contraste gadolínio e/ou Hepato-específico – Primovist – para o aumento da acurácia na detecção de metástases para o fígado. Também, é recomendada a realização do PET-Scan ou PET-CT, que é um exame de medicina nuclear de corpo inteiro e que usa a glicose marcada FDG 18F, que é um radiofármaco o qual emite uma pequena radiação. Esta glicose marcada é administrada por via sistêmica e, posteriormente, o paciente é exposto a um detector altamente sensível de radiação. Em conjunto com uma tomografia computadorizada multislice, este exame fornece imagens precisas e altamente fidedignas na localização de metástases ocultas, baseadas no maior metabolismo (consumo da glicose marcada) dos tumores e das metástases em relação aos tecidos normais, que não apresentam captação anômala da glicose marcada.

Quando o tumor ainda não está em um estágio avançado, o tratamento é menos agressivo, ou seja, é baseado na retirada de pólipos e mesmo cânceres em estágios iniciais, por colonoscopia.

Em tumores maiores, existe a necessidade de cirurgia, que consiste na ressecção do segmento do cólon acometido pelo tumor primário, juntamente com os possíveis focos de disseminação (linfonodos e metástases à distância), sendo realizada a reconstrução ou anastomose das extremidades do cólon acometido (emenda cirúrgica). Este procedimento pode ser realizado por cirurgia aberta, por laparoscopia e/ou por cirurgia robótica, dependendo da indicação.

A maior parte dos procedimentos cirúrgicos para tratamento dos cânceres colorretais pode ser realizada por cirurgia minimamente invasiva (por meio de finos trocateres ou tubinhos inseridos no abdome). Para este fim, são utilizadas pinças cirúrgicas harmônicas, bipolares eletrônicas e grampeadores cirúrgicos lineares e circulares, que são inseridas nesses tubos e manipuladas externamente pelos cirurgiões, sob visão de uma câmera também inserida em um dos tubos e que transmite as imagens para um monitor de alta resolução externo. Com o emprego da técnica minimamente invasiva obtêm-se melhores resultados em termos de ressecção oncológica, associados a melhor recuperação funcional do paciente, retorno mais rápido às atividades habituais e com melhor efeito cosmético das cicatrizes.

O tratamento para o câncer colorretal envolve a utilização de uma equipe multidisciplinar e multimodal, empregando-se a quimioterapia, a imunoterapia, a radioterapia ou a cirurgia, dependendo do local, do tamanho, da extensão e da profundidade do comprometimento do cólon, ou caso exista disseminação para linfonodos ou órgãos distantes do intestino, como o fígado (metástases hepáticas). Quanto mais precoce for o diagnóstico, menor será a morbidade e o tempo que o paciente passará por tratamento. Portanto, com maiores chances de cura.

DR. MARCELO LINHARES

CRM 112046

Sou Marcelo Linhares, graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, em 1989.

No ano de 1998, fiz mestrado em Medicina (Gastroenterologia Cirúrgica) pela Universidade Federal de São Paulo, com aperfeiçoamento em Cirurgia  Hepatobiliar, na Université Paris-Sud XI no Centre Hépato-Biliaire do Hôpital Paul Brousse, Paris-FRA, em 2000.

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