Cistos hepáticos

Os cistos são tumores não-sólidos do fígado, que formam bolhas, com ausência de tecido hepático, contendo líquido, muco, bile ou agentes infecciosos no seu interior. A estimativa é de que cerca de 20% da população brasileira em idade adulta apresente esse tipo de lesão.

Os cistos do fígado mais comuns são os cistos simples ou biliares, que são cistos com contornos regulares e conteúdo bem homogêneo e sem septos. Embora ainda não exista uma causa exata sobre os cistos, pode-se dizer que eles são o resultado de uma má formação nos ductos biliares, quando os mesmos perdem a comunicação com a “árvore biliar”. Enquanto algumas pessoas já nascem com o problema, outras o desenvolvem com o passar dos anos. Geralmente, devido ao fato deles apresentarem receptores hormonais femininos em seu revestimento interno, eles se desenvolvem muito rapidamente e crescem principalmente nas mulheres. Quando dão sintomas ou quando complicam, geralmente são cistos volumosos maiores que 10 cm de diâmetro, e ocorrem quase que exclusivamente em mulheres com mais de 40 anos.

Na maioria das vezes, os cistos não são graves e também não representam um câncer. Porém, existem casos em que eles podem ser perigosos, principalmente se estiverem aumentando de tamanho.

Os cistos são tumores não-sólidos do fígado, que formam bolhas, com ausência de tecido hepático, contendo líquido, muco, bile ou agentes infecciosos no seu interior. A estimativa é de que cerca de 20% da população brasileira em idade adulta apresente esse tipo de lesão.

Os cistos do fígado mais comuns são os cistos simples ou biliares, que são cistos com contornos regulares e conteúdo bem homogêneo e sem septos. Embora ainda não exista uma causa exata sobre os cistos, pode-se dizer que eles são o resultado de uma má formação nos ductos biliares, quando os mesmos perdem a comunicação com a “árvore biliar”. Enquanto algumas pessoas já nascem com o problema, outras o desenvolvem com o passar dos anos. Geralmente, devido ao fato deles apresentarem receptores hormonais femininos em seu revestimento interno, eles se desenvolvem muito rapidamente e crescem principalmente nas mulheres. Quando dão sintomas ou quando complicam, geralmente são cistos volumosos maiores que 10 cm de diâmetro, e ocorrem quase que exclusivamente em mulheres com mais de 40 anos.

Na maioria das vezes, os cistos não são graves e também não representam um câncer. Porém, existem casos em que eles podem ser perigosos, principalmente se estiverem aumentando de tamanho.

Tipos de cistos hepáticos

Os cistos hepáticos podem ser classificados como:

Cisto simples

É o tipo mais comum de cisto no fígado, conhecido também como cisto biliar, na maioria dos casos são menores que 5 cm, podem ser múltiplos e não provocam sintomas. Porém, quando são maiores de 10 cm podem causar dor, infecção, sangramento ou ruptura.

Doença Policística Hepática

Trata-se de uma doença genética caracterizada por uma mutação autossômica dominante, o que leva a proliferação de milhares de cistos no fígado, substituindo o parênquima do fígado por cistos de variados tamanhos. Esta doença também pode estar associada à Doença Policística dos Rins.

A Doença Policística Hepática também se desenvolve predominantemente nas mulheres, devido a sensibilidade dos cistos aos hormônios femininos, que respondem às variações hormonais femininas com o crescimento de seu tamanho. Isso pode levar a sintomas de dor, compressão de órgãos adjacentes, infecções, sangramentos e rupturas.

O tratamento visa a remoção ou destelhamento dos cistos maiores por laparoscopia ou a esclerose, que é realizada por uma Punção, Aspiração, Injeção de álcool no interior do cisto e Reaspiração (PAIR), para matar as células que revestem internamente o cisto e impedir a produção de líquidos para o interior do mesmo.

Em casos raros, há a necessidade de transplante de fígado, quando os tratamentos anteriores não surtem efeito e o grande aumento dos cistos do fígado ocupa toda a cavidade abdominal, comprimindo e impedindo o funcionamento dos outros órgãos abdominais (Síndrome Compartimental).

Cistoadenoma mucinoso

Este é um tumor benigno cístico, geralmente acomete mulheres, e tem um alto potencial de transformação maligna (cistoadenocarcinoma mucinoso). Ele se caracteriza pela presença de volumoso cisto na região central do fígado, com paredes espessadas e septos no seu interior, podendo ter formações tumorais em suas paredes.

Diferentemente dos cistos simples que contém líquido seroso (líquido fluido e transparente), estes tumores contêm no seu interior a mucina (líquido leitoso e espesso). Devido ao aumento de tamanho, estes cistos costumam causar dor e compressão dos órgãos adjacentes e obstruem e dilatam as vias biliares (canais que transportam a bile). Devido a seu alto potencial de transformação maligna e de causar sintomas, estes tumores devem ser removidos por cirurgiões especializados em cirurgia do fígado.

Cisto hidático

Pode ser provocado por parasita transmitido para o ser humano, acidentalmente, quando se entra em contato com o seu habitat natural. O parasita circula naturalmente entre os caninos (cães, lobos e raposas) e os ovinos (ovelhas e cabras) em regiões endêmicas (Rio Grande do Sul e Amazonas, no Brasil; Bolívia; algumas regiões da Argentina e do Chile, Egito e Turquia).

As larvas do parasita (eliminadas pelas fezes dos cães que previamente se alimentaram de carne de ovinos contaminados) infestam a pele lesada ou íntegra do homem, levando ao crescimento de cistos repletos de parasitas no interior do fígado ou de outros órgãos. Estes parasitas se protegem do nosso sistema imune (sistema de defesa) devido a formação de uma carapaça que reveste o cisto.

Com o seu crescimento, o cisto pode comprimir estruturas vitais e causar dores. Também, o cisto pode romper e levar a uma reação alérgica fulminante e fatal (choque anafilático), devido ao contato súbito e maciço do nosso sistema de defesa com os parasitas. O diagnóstico etiológico do cisto é confirmado por testes imunológicos e exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética).

O tratamento clínico com albendazol deve ser instituído sem demora após o diagnóstico acurado da sua etiologia mas, na maioria dos casos, será necessário a remoção cirúrgica dos cistos. Recomenda-se a busca de um cirurgião especializado em cirurgias do fígado para conduzir o tratamento.

Cisto neoplásico

Os cistos podem ter origem neoplásica ou maligna, sendo mais comum os tumores primários do fígado ou metastáticos de grande volume e que apresentam a aparência de um cisto devido a necrose ou liquefação da região central e menos vascularizada do tumor.

Outro tipo de cisto neoplásico é o CistoadenoCarcinoma Mucinoso, que é a degeneração de um cistoadenoma mucinoso (cisto benigno). O diagnóstico diferencial é realizado pela Tomografia Computadorizada ou pela Ressonância Nuclear Magnética e o tratamento é baseado na remoção do tumor cístico ou na quimioterapia, nos casos de tumores sensíveis a este tratamento.

Como os cistos hepáticos são diagnosticados?

Em geral, os cistos hepáticos não causam sintomas, então, eles podem ficar anos sem serem descobertos. Muitas vezes, o diagnóstico é firmado acidentalmente, quando o paciente realiza algum exame de imagem do abdômen, como a ultrassonografia ou tomografia computadorizada ou Ressonância Magnética. Esses exames poderão ajudar a confirmar ou descartar uma massa tumoral.

Cistoadenoma Mucinoso: Tomografia Computadorizada: A – Cortes axiais após injeção de contraste iodado (fase arterial), mostrando uma lesão cística de contornos bem definidos, localizada no segmento hepático 4b, apresentando septos grosseiros no interior da lesão (seta branca). B – a mesma lesão na fase portal.

Cistos Simples do Fígado – Tomografia Computadorizada: A: corte axial com contraste arterial, observando-se volumoso cisto hepático simples no lobo hepático esquerdo (setas brancas) comprimindo posteriormente o antro gástrico (seta amarela); B: corte coronal mostrando o volumoso cisto exofídico em relação ao lobo hepático esquerdo (setas brancas). Observam-se alguns cistos hepáticos menores (setas amarelas); C: Volumoso cisto hepático homogêneo e sem septos (seta branca).

Tratamento para os cistos hepáticos

Conforme dito anteriormente, a maioria dos cistos hepáticos não causam sintomas nem outros tipos de transtornos funcionais, além de serem quase sempre benignos. Os únicos pacientes que necessitam de tratamento são os que apresentam sintomas mais graves, apresentam complicações como hemorragia, infecções ou ruptura, ou quando têm alto risco de degeneração em tumores malignos.

Neste caso, os médicos recorrem ao tratamento cirúrgico para remoção do cisto por completo ou de uma parte dele, procedimento realizado por meio de laparoscopia, com apenas duas ou três incisões, ou mesmo pela cirurgia tradicional aberta. Recomenda-se sempre a avaliação e o tratamento por um cirurgião especializado em cirurgias hepáticas.

Tratamento para os cistos hepáticos

Conforme dito anteriormente, a maioria dos cistos hepáticos não causam sintomas nem outros tipos de transtornos funcionais, além de serem quase sempre benignos. Os únicos pacientes que necessitam de tratamento são os que apresentam sintomas mais graves, apresentam complicações como hemorragia, infecções ou ruptura, ou quando têm alto risco de degeneração em tumores malignos.

Neste caso, os médicos recorrem ao tratamento cirúrgico para remoção do cisto por completo ou de uma parte dele, procedimento realizado por meio de laparoscopia, com apenas duas ou três incisões, ou mesmo pela cirurgia tradicional aberta. Recomenda-se sempre a avaliação e o tratamento por um cirurgião especializado em cirurgias hepáticas.

DR. MARCELO LINHARES

CRM 112046

Sou Marcelo Linhares, graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, em 1989.

No ano de 1998, fiz mestrado em Medicina (Gastroenterologia Cirúrgica) pela Universidade Federal de São Paulo, com aperfeiçoamento em Cirurgia  Hepatobiliar, na Université Paris-Sud XI no Centre Hépato-Biliaire do Hôpital Paul Brousse, Paris-FRA, em 2000.

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