Hemangioma Hepático

O hemangioma hepático é o tumor benigno mais frequente que se desenvolve no fígado. Geralmente, a neoplasia (tumor) surge enquanto o embrião ainda está no útero da mãe, portanto, o indivíduo já nasce com ele (congênito). Mesmo assim, na maioria das vezes, a pessoa só descobre o hemangioma anos depois, através de exames realizados para diagnosticar outras doenças. Este é outro tumor que faz parte dos “incidentalomas” hepáticos, ou seja, tumores assintomáticos que geralmente são achados incidentalmente por exames de imagem realizados por ocasião de exames de check-up.

Existem casos onde o hemangioma não necessita de tratamento, e desaparece sozinho, sem apresentar riscos ao paciente. Mas também existem situações onde ele pode crescer muito e apresentar sintomas compressivos, dor e em raras ocasiões, pode causar ruptura e sangramento.

O hemangioma hepático é o tumor benigno mais frequente que se desenvolve no fígado. Geralmente, a neoplasia (tumor) surge enquanto o embrião ainda está no útero da mãe, portanto, o indivíduo já nasce com ele (congênito). Mesmo assim, na maioria das vezes, a pessoa só descobre o hemangioma anos depois, através de exames realizados para diagnosticar outras doenças. Este é outro tumor que faz parte dos “incidentalomas” hepáticos, ou seja, tumores assintomáticos que geralmente são achados incidentalmente por exames de imagem realizados por ocasião de exames de check-up.

Existem casos onde o hemangioma não necessita de tratamento, e desaparece sozinho, sem apresentar riscos ao paciente. Mas também existem situações onde ele pode crescer muito e apresentar sintomas compressivos, dor e em raras ocasiões, pode causar ruptura e sangramento.

Sintomas de
Hemangioma no fígado

Sintomas de Hemangioma no fígado

O hemangioma hepático, algumas vezes, pode não apresentar sintomas e se manter do mesmo tamanho desde o nascimento do indivíduo. Mas, pode acontecer de o problema aumentar ao longo do tempo.

Também existe a possibilidade de a lesão ser encontrada acidentalmente, mas, quando o caso é mais grave e o hemangioma é considerado gigante, atingindo mais de 5 cm de diâmetro, podem surgir sintomas como:

  • Febre;
  • Náuseas;
  • Dor abdominal;
  • Vômito;
  • Sensação de barriga estufada após as refeições.

Principais meios diagnósticos

O hemangioma hepático pode ser detectado através de exames de imagem, realizados na região do abdômen. Entre os principais exames estão: ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Estes são exames que ajudam a diferenciar o hemangioma de outras lesões hepáticas, como cistos no fígado, outros tumores benignos e até cânceres, por exemplo.

Hemangioma Hepático: Ressonância magnética em cortes axiais. A – Sequência ponderada em T1, sem contraste, mostrando uma volumosa lesão hipointensa em relação ao parênquima hepático (setas brancas); B, C, D – Fases arteriais e portal, mostrando a contrastação globuliforme progressiva da lesão (centrípeta: da periferia para o centro), após a injeção do contraste paramagnético (setas amarelas).

Hemangioma Hepático: Ressonância magnética, cortes axiais – A – Sequência ponderada em T1, sem contraste, mostrando uma volumosa lesão hipointensa no Segmento 6 do fígado (seta branca). Linha amarela são os contornos hepáticos; B – Lesão com hipersinal na sequência ponderada em T2 (seta amarela), característica de hemangioma; C, D e E, respectivamente fases arterial, portal e tardia (equilíbrio), mostrando a contrastação globuliforme progressiva da lesão (centrípeta: da periferia para o centro) após a injeção do contraste paramagnético (setas brancas vazadas).

Hemangioma Hepático: Ressonâncias magnéticas, sequência ponderada em T2. A – Corte axial – contornos do fígado (linha amarela) e três lesões no parênquima hepático (setas brancas) características de hemangiomas (hipersinal em T2, sem contraste); B – Corte coronal – contornos do fígado (linha amarela). Hemangioma hepático gigante em lobo hepático esquerdo (seta amarela).

Tratamento do hemangioma hepático

O hemangioma apresenta tamanho pequeno, na maioria das vezes, e por isso não necessita de um tratamento específico, mas sim de um acompanhamento médico e exames para controlar o problema.

Em casos como os de hemangioma gigante (maiores que 5 cm) e que cursam com sintomas intensos ou incapacitantes (dor), sintomas de compressão do estômago ou duodeno (vômitos), aumento do tamanho em exames sequenciais, dúvida diagnóstica com cânceres do fígado ou consumo dos fatores da coagulação do sangue (síndrome de Kasabach-Merritt) pode-se indicar a cirurgia para a remoção do hemangioma, uma vez que o tumor apresenta complicações e já está interferindo na saúde e na qualidade de vida do paciente.

Em casos raros pode ser necessário até o transplante de fígado, quando não houver a possibilidade de ressecção cirúrgica e/ou os tratamentos radiológicos (alcoolização ou embolização por cateterismo arterial) não surtam efeito. Na maior parte das vezes o tratamento é realizado por via laparoscópica e ou robótica, empregando a técnica cirúrgica conhecida como minimamente invasiva, em que a cirurgia é realizada por pequenos furos abdominais, sem necessidade de incisões.

Tratamento do hemangioma hepático

O hemangioma apresenta tamanho pequeno, na maioria das vezes, e por isso não necessita de um tratamento específico, mas sim de um acompanhamento médico e exames para controlar o problema.

Em casos como os de hemangioma gigante (maiores que 5 cm) e que cursam com sintomas intensos ou incapacitantes (dor), sintomas de compressão do estômago ou duodeno (vômitos), aumento do tamanho em exames sequenciais, dúvida diagnóstica com cânceres do fígado ou consumo dos fatores da coagulação do sangue (síndrome de Kasabach-Merritt) pode-se indicar a cirurgia para a remoção do hemangioma, uma vez que o tumor apresenta complicações e já está interferindo na saúde e na qualidade de vida do paciente.

Em casos raros pode ser necessário até o transplante de fígado, quando não houver a possibilidade de ressecção cirúrgica e/ou os tratamentos radiológicos (alcoolização ou embolização por cateterismo arterial) não surtam efeito. Na maior parte das vezes o tratamento é realizado por via laparoscópica e ou robótica, empregando a técnica cirúrgica conhecida como minimamente invasiva, em que a cirurgia é realizada por pequenos furos abdominais, sem necessidade de incisões.

DR. MARCELO LINHARES

CRM 112046

Sou Marcelo Linhares, graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, em 1989.

No ano de 1998, fiz mestrado em Medicina (Gastroenterologia Cirúrgica) pela Universidade Federal de São Paulo, com aperfeiçoamento em Cirurgia  Hepatobiliar, na Université Paris-Sud XI no Centre Hépato-Biliaire do Hôpital Paul Brousse, Paris-FRA, em 2000.

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